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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mini Mansions lança álbum de estreia


Trio que conta o atual baixista do Queens of the Stone Age, lançou o seu elogiado disco de estreia. Confira detalhes e conheça o projeto.


Com bastante influência da era “psicodélica” dos Beatles, o trio Mini Mansions foi formado em 2009 por Michael Shuman (Queens of the Stone Age), Zach Dawes (baixista da Spinnerette na turnê australiana) e Tyler Parkford.

Em 2009 a banda lançou um EP homônimo e no dia 02 de novembro deste ano o seu primeiro e viciante álbum de estúdio, também homônimo, através da gravadora de Josh Homme, a Rekords Rekords e da Ipecac Records, de Mike Patton.

Track Listing:

01. “Vignette #1″
02. “The Room Outside”
03. “Crime Of the Season”
04. “Monk”
05. “Wûnderbars”
06. “Seven Sons”
07. “Vignette #2″
08. “Kiddie Hypnogogia”
09. “Majik Marker”
10. “Girls”
11. “Vignette #3″
12. “Thriller Escapade”

Para comprá-lo em versão digital, clique aqui.

Para comprá-lo em CD, clique aqui.

Para comprá-lo em [lindo] vinil, clique aqui.

No dia 14 do mês passado a banda participou da sessão do Daytrotter Studio e tocou quatro músicas: “Crime of the Season“, “Heart Of Glass” (uma versão para o hit do Blondie), “Majik Marker” e “Monk“. Para ouvir e fazer o download gratuito, clique aqui.

Por citar download gratuito, o Mini Mansions liberou a faixa “The Room Outside“. Clique no box abaixo para fazer o seu.










Sendo assim, opções não faltarão para você conhecer o projeto e ver se também concorda com Shuman quando ele diz que “o som da banda é completamente diferente de tudo que está sendo lançado e é especial“.



Mais notícias minhas em: Tenho Mais Discos Que Amigos!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

StripClub lança seu primeiro “não-EP”

Se você gosta de ouvir rock’n’roll com pitadas de stoner rock, “Born For Trouble” também nasceu para você. Leia a resenha, ouça o disco e confira detalhes.

No dia 19 de outubro deste ano, o trio carioca StripClub fez o pré-lançamento do seu primeiro álbum de estúdio ou, como os mesmos consideram, o seu primeiro “não-EP”, no site Trama Virtual.

Born For Trouble” foi produzido, gravado, mixado e masterizado no estúdio Superfuzz (que, literalmente, é a casa do StripClub) por Gabriel Zander (ex Noção de Nada/Deluxe Trio, atual Zander).
A capa do álbum traz a modelo Diana Balsini, numa foto clicada pelo fotógrafo Fernando Schlaepfer e produzida por Nathy Kiedis e Felipe Mar.

O trio já havia mostrado duas faixas desse novo trabalho durante o show realizado no começo de agosto no estúdio Oi Novo Som.
Devil’s Delight” e “Challenger” já tinham conseguido passar um pouco de todo peso que iríamos encontrar em “Born For Trouble” e ao escutá-lo por inteiro, ele não desaponta.

O disco realmente é fiel àquilo que disse certa vez o vocalista e guitarrista Alexandre Barbosa (também membro do De’la Roque): “Born For Trouble” “tem uma pegada mais pesada do que os lançamentos anteriores, mas não saindo do estilo e temática da banda” e é composto por “sete músicas cheias de maldade e groove“.

A faixa que abre o disco (e preciso confessar, a minha favorita) é “Devil’s Delight“. Com letras, riffs, vocais e compassos lascivos, creio que ela sozinha já consegue descrever tudo aquilo que o álbum era para ser.

Sem que haja tempo para você se recuperar de toda potência da primeira faixa do álbum, chega “In My Hands” despertando uma vontade [impossível de segurar] de querer acompanhar os vocais que, inclusive, têm a ilustre participação de Kito Vilela (vocalista e guitarrista do De’La Roque, banda que Alexandre Barbosa também é integrante), assim como na letra.

Depois de “In My Hands” é a vez de “I’m Back in Town, Babe” ser disparada. Ela é o tipo de faixa que não te deixa escutar o álbum em paz sem antes repeti-la pelo menos uma vez, muito por culpa da melodia e da letra do seu ótimo refrão, onde Barbosa canta: “I’m a loaded gun, babe and my trigger is loose / you’re playing with fire and I’m always ready to shoot“.

Logo em seguida chega a sexy “Nice & Slow“, como o próprio título já dá a entender e “All Over You“, com uma das melhores performaces de Barbosa nos vocais e nas guitarras do disco.

O disco então apresenta infelizmente as suas últimas duas faixas: A já citada por aqui, “Challenger” e “Épico” que, apesar do nome, também é em ingles.

Challenger” traz, sem dúvida, o melhor arranjo do disco. Com algumas mudanças no tempo da música, a faixa também dá um destaque merecido ao baixo de Celso e é uma das mais pesadas de “Born For Trouble”.

Mesclando suas influências do heavy metal com stoner rock para servirem de melodia para uma das letras mais interessantes do álbum, o StripClub criou “Épico“, que finaliza de forma empolgante esse ótimo novo trabalho da banda.

Portanto, se você gosta de ouvir rock’n’roll com pitadas de stoner rock e letras muito bem escritas em inglês, “Born For Trouble” também nasceu para você. Clique aqui e faça o seu download gratuito.

Para conhecer melhor a banda, o TMDQA! recomenda que você faça o download gratuito da coletânea “StripClub: 2005-2010“. Clique aqui para pegar o link e também ler mais detalhes sobre.

O disco deverá ser lançado em forma física ainda neste mês e enquanto o show de lançamento não acontece, no próximo domingo, dia 07 de novembro, o StripClub tocará algumas músicas novas durante o show no Rio de Janeiro no evento A Grande Roubada, que também contará com Ratos de Porão, Jason e Nuestro Sangre.



Mais notícias minhas em: Tenho Mais Discos Que Amigos!

terça-feira, 9 de março de 2010

BRAZIL! GET PUMPED!!! Entrevista com Nick Woods, do Direct Hit


Direct Hit! é uma banda de pop punk de Milwaukee, Wisconsin, EUA, foda pra caralho.

Eu a conheci através do twitter, quando o Nick Woods - fundador, guitarrista, vocalista e letrista do Direct Hit! - começou a me seguir do nada lá por lá.

Depois de alguns poucos meses ouvindo o EP "#3" da incrível banda dele e trocando algumas figurinhas, resolvi convidá-lo para dar uma entrevista exclusiva aqui para o Fish & Candy e que inclusive, para a minha felicidade, é a primeira dada a um blog brasileiro.

Então se você gosta de Bomb The Music Industry!, The Lillingtons, Teenage Bottlerocket, Green Day, Blink 182 e bandas nessa linha e que falem sobre zumbis, aliens e coisas divertidas, recomendo que conheça o Direct Hit!.

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E baixe o mais recente EP, "#4", gratuitamente ou com alguma doação em:
http://directhit.bandcamp.com

Leia a entrevista que fiz com o Nick, no dia 5 de março, onde a gente conversou sobre vários assuntos, como: Ídolos, inspirações, planos para o futuro, lançamento em vinil, zumbis, ETs, Brasil e claro, That '70s Show.

*


Angélica (Fish&Candy): Primeiramente, gostaria de saber como a banda começou, quando isso aconteceu e quantos EPs vocês já lançaram (foram quatro, estou certa?).

Nick Woods (Direct Hit!): Direct Hit começou enquanto eu ainda estava tocando com a minha antiga banda, The Box Social. Eu tinha poucas músicas escritas que eram um pouco barulhentas e rápidas comparadas com o resto do nosso material. Aí o Brian (nosso baterista) e eu começamos a tocá-las por uns tempos, só por diversão, com um amigo nosso, o Jackson, tocando baixo. Inclusive, foi o Brian que surgiu com a ideia do nome da banda, em 2007 ou por volta disso. Desde então, nós tivemos uma rotação constante de diferentes membros (Brian e Jackson não estão mais na banda) e nós não tínhamos realmente um lineup consistente até poucos meses atrás, mas conseguimos gravar e disponibilizar quatro EPs on-line, que nós os vendemos por doações.

Angélica (Fish&Candy): Quais são os membros da banda? E eles são seus amigos de infância ou de escola/faculdade?

Nick Woods (Direct Hit!): Direct Hit é Nick Woods, Danny Walkowiak, Mike Esser, Robbie Schroeder e Alex Hill. A banda já teve um montão de outros membros, então explicar como que chegamos até essa formação atual, é um pouco complicado... Eu conheci o Danny numa apresentação do Direct Hit, que fizemos com uma banda amiga, a Bust!, enquanto acontecia um tipo de entra e sai de bateristas. Mas eu já o conhecia há bastante tempo, assim como a antiga banda do Robbie, The Accidents. Então Danny fez um teste para tocar bateria e entrou para a banda pouco tempo depois disso. E quando nosso baixista nessa época deixou a banda, Robbie passou a assumir os graves do Direct Hit. Durante esse meio tempo, eu estava procurando um outro guitarrista para fazer as coisas soarem com mais clareza ao vivo e aí conheci Mike, através de um amigo nosso. Tocamos com essa formação - quatro membros - durante um tempo. Então eu resolvi chamar a Alex para tocar teclado, quem eu conheço desde quando comecei a frequentar shows de pop punk, quando eu tinha 15 ou 16 anos. Todas essas peças levaram bastante tempo até ficarem juntas, mas as coisas tem estado bem firmes por agora.

Angélica (Fish&Candy): Quero aproveitar que estamos conversando, para falar que o EP "#3" é viciante e sensacional! E é ótimo para ouvir em diversas ocasiões. "They Came For Me" é uma das melhores músicas que eu já ouvi nesses últimos anos e eu fiquei muito feliz em ter descoberto a banda por causa desse EP. Aliás, com que frequência vocês pretendem lançar os EPs? E eles sempre terão títulos numéricos?

Nick Woods (Direct Hit!): Valeu! Todos os EPs que fizemos tiveram pessoas diferentes tocando os instrumentos, então eu acho que vamos dar um tempo depois do lançamento do EP "#5", que provavelmente sairá durante esse verão [hemisfério Norte, ou seja, final de junho aqui no Brasil].
Eu realmente quero regravar todas essas músicas que já lançamos, com esse lineup atual. Principalmente porque eu sou um puta narcisista e quero ouvir as gravações com os melhores músicos com os quais eu já toquei. Uma vez feito isso, eu espero que a gente possa lançar um álbum completo com as melhores músicas e lançar o resto em vinil. E inclusive, esses próximos lançamentos terão nomes de verdade, sem números. :) Nós também vamos lançar um split 7" com os nossos amigos The Transgressions e também estamos trabalhando em outro split 7" com um outro grupo de amigos nossos, lá de Illinois. Então, respondendo a sua pergunta - Nossos lançamentos nem sempre terão números nos títulos, mas nós provavelmente voltaremos a fazer isso uma vez que começar a ficar chato e tivermos que escrever novas músicas de novo.



Angélica (Fish&Candy): Recentemente - sendo mais precisa, no dia 2 de março - vocês lançaram o EP "#4" (que inclui a música "Monster In The Closet", que é incrível. É a minha favorita desse novo EP). Quais são os planos para esse lançamento?

Nick Woods (Direct Hit!): Sinceramente, não temos planos para nenhum de nossos lançamentos. Fazer e executar planos, dá um trabalhão e nós queremos nos distanciar de qualquer coisa que pareça como um trabalho. Se divertir é o primeiro objetivo do Direct Hit, então nós meio que gravamos as coisas quando temos tempo e dinheiro e aí, colocamos na internet para quem quiser ouvir. Foi assim que lançamos o "#4" e eu tenho ficado surpreso em ver como a resposta tem sido positiva. É estranho o quanto você tem que forçar as pessoas para ouvirem novas músicas atualmente... Há tantas bandas em comparação com quando nós estávamos aprendendo a tocar nossos instrumentos e todas elas querem atenção. Eu acho que já superei isso com a minha banda anterior, por isso que eu fiz um esforço de me preocupar o mínimo possível com Direct Hit além de escrever canções cativantes e ter bas gravações delas, para ouví-las quando eu estiver velho e chato.

Angélica (Fish&Candy): Como foi que surgiu essa parceria com a Death to False Hope Records e como você vê o futuro da banda agora?

Nick Woods (Direct Hit!): Um dos caras que comandam o selo, me mandou um e-mail do nada dizendo o quanto ele havia gostado dos EPs "#3" e "#4" e aí me perguntou se ele poderia ajudar a fazer com que eles [os EPs, obviamente] entrassem também no cérebro de algumas outras pessoas. Nós não disponibilizamos os nossos materiais antigos para as pessoas fazerem download por um monte de razões diferentes, então eles acabaram oferecendo ajuda só para o EP "#4", já que ele é o mais novo.

Já em relação a segunda parte da sua pergunta, de proprósito, eu não tento enxergar o futuro da banda. Tentar conseguir algum tipo de objetivo a longo prazo, tornaria o Direct Hit um trabalho e eu já tenho um desses, então não preciso de outro. É muito mais fácil para nós, escrevermos as músicas quando não estivermos estressados por não ter conseguido atingir um certo ponto de nossas "carreiras", num determinado tempo. Eu aprendi isso por um caminho mais difícil, ao ver que pensar na música desse jeito, faz com que ela seja totalmente chata.

Angélica (Fish&Candy): Quais são as suas inspirações para as letras?

Nick Woods (Direct Hit!): Acho que fazer essa pergunta pra mim é a mesma coisa que perguntar para o Jerry Bruckheimer ou Michael Bay, como que surgem as ideias para os seus filmes. Eu acho os filmes deles desastrosos, mas eu posso simpatizar com algo escrito apenas para ter o valor absoluto de entreter, porque é assim que eu faço as letras. Eu propositalmente não tento fazer uma declaração sobre qualquer tipo de filosofia ou sobre a verdade mais profunda, porque eu sempre escutava música para escapar desse tipo de pensamento. Enquanto eu não souber a verdadeira inspiração por trás de suas músicas, quase posso garantir que Glen Danzig [Misfits] ou não estava tentando fazer algum tipo de afirmação sociopolítica tão grande quando ele ou quem quer que seja que escreveu "Teenagers From Mars". Eu venho dessa mesma escola, por sinal - é muito mais divertido e empolgante ouvir um música sobre zumbis ou aliens ou assassinato ou festas, do que ouvir algum idiota falando sobre a guerra no Iraque. Essas são questões importantes, eu acho, mas eu posso ouvir essa merda no canal CNN. Eu não preciso ouví-las enquanto eu estiver tentando ficar extasiado antes de um jogo dos Brewers [equipe profissional de baseball, de Milwaukee] ou algo do tipo.

Angélica (Fish&Candy): Quando você começou a tocar guitarra e quem foi que te influenciou a fazer isso?

Nick Woods (Direct Hit!): Eu acho que eu tinha uns 12 anos - Minha mãe comprou uma guitarra pra mim, porque ela achava que poderia me manter longe das drogas e também porque eu escutava muito Metallica.



Angélica (Fish&Candy): Quais são as suas maiores influências e de que forma você as trouxe para o som da banda?

Nick Woods (Direct Hit!): Andrew WK, The Ramones, Bruce Springsteen e Green Day são realmente quatro artistas/bandas que eu gostaria de fazer com que o Direct Hit se parecesse no começo. Mas para te falar a verdade, as partes que eu escrevo são mais influenciadas pelo Top 40 [um portal musical da internet, que tem 49 paradas musicais de 25 paises e mais de 26.000 musicas registradas] do que outra coisa. Mas eu não posso falar pelo resto da banda - eu vou ensaiar com uma estrutura de uma canção escrita, mas todo mundo escreve as suas próprias partes e rascunhos a partir de um conjunto completamente diferente de influências do meu. Robbie gosta mais de coisas técnicas e músicas estranhas como Lightning Bolt e Daughters, considerando que eu acho que o Mike tende a ser influenciado mais pelo pop-punk moderno. Danny e Alex tem seus favoritos também que provavelmente são muito diferentes dos meus. E tenho certeza que isso influencia o modo como eles vêm com suas partes de músicas, mas aí você teria que perguntar pra eles. Só posso falar por mim. Posso dizer que todos nós temos um respeito por melodias cativantes, tocadas bem. O compromisso entre nós sobre o que isso significa, é exatamente o que faz o nosso som.

Angélica (Fish&Candy): Você gostaria de dividir o palco com quem? E como é dividir o palco com bandas como Black For a Second e The Manix?

Nick Woods (Direct Hit!): Eu ficaria feliz pra caralho se tocasse com o Slayer. Ou o Jay-Z. Um dos dois. Embora isso provavelmente nunca vá acontecer. Mas é muito mais legal fazer shows com os nossos amigo, como esses dois grupos que você citou. Você pode se dar ao luxo de ter um apagão antes de tocar, sem se sentir como um total e completo perdedor, quando você acordar com todo o mobiliário da sala de estar empilhado em cima de seu corpo desmaiado.

Angélica (Fish&Candy): Antes do Direct Hit você teve quais bandas? Eu sei que você toca guitarra com The Saltshakers (que também é sensacional), mas eu não sei quem nasceu primeiro. E além desses dois, você tem outros projetos?

Nick Woods (Direct Hit!): Todos nós temos projetos paralelos ao Direct Hit. Danny e Robbie tocam juntos, só bateria e baixo, num grupo que eles chamam de Johnny's Goin Heavy. Danny também toca bateria com o Bust! às vezes. Robbie e eu temos feito uma brincadeira por aí, com dois baixistas e um baterista e chamamos de La Tenia. Alex tem um projeto solo que inclusive, ela vem trabalhando nele há um bom tempo. Mike tem outra banda chamada The Latchkey Kid. E como você disse, eu toco guitarra com um grupo chamado The Saltshakers. Eu acho que todos nós iríamos pirar se só pudessemos tocar em uma banda por vez. Eu já fiz isso por cinco anos com meu outro grupo e tem sido incrível não me limitar a um só projeto.

Angélica (Fish&Candy): Espero poder ver um show do Direct Hit algum dia. Mas até esse dia chegar, me conte como são os shows. Vocês fazem algum cover, alguma versão ou só mesmo tocam o trabalho autoral?

Nick Woods (Direct Hit!): Nada além de coisas próprias. Aprender as músicas dos outros é mais difícil do que fazer as suas próprias.

Angélica (Fish&Candy): O que você sabe sobre o Brasil? Suponho que quase nada, né? hahaha

Nick Woods (Direct Hit!): Sei porra nenhuma do Brasil, com execão de que nós temos algumas pessoas mandando recados dizendo o quão incrível o seu país é. Compre passagens de avião pra nós e estaremos chegando aí amanhã.

Angélica (Fish&Candy): E por último, eu preciso perguntar isso: Você é de Wisconsin... Você assistiu That '70s Show? Digo, você gosta? Porque na minha opinião, foi o melhor programa de TV que eu já vi!

Nick Woods (Direct Hit!): hehe, Eu assisti até a reprise. A Mila Kunis é gostosa pra caralho.



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Por: Angélica Albuquerque

segunda-feira, 1 de março de 2010

LANÇAMENTO: Love Bazucas

Hoje, dia 1º de março, através do Portal NaGulha, às 14hs, foi realizada a estreia de um dos projetos mais aguardados de 2010, com toda certeza: Love Bazucas (Black Drawing Chalks + Chuck Hipolitho)!

Depois de dois
teasers, chats em vídeo mais atualizações pelo twitter, posts no blog do estúdio Costella e de quase todo mundo morrer de ansiedade, finalmente o grande dia chegou.

O EP que contém quatro (lindas) faixas, foi gravado e produzido por Chuck Hipolitho no estúdio dele (
Costella), em São Paulo.

Abaixo um texto escrito por ele e retirado do blog do estúdio, onde fala sobre as gravações dos Love Bazucas, técnicas usadas, etc.

"Love Bazucas é o projeto formado pelos Black Drawing Chalks + eu.

De um tempo para cá passei a conhecer mais essa banda, e principalmente me tornei amigo deles. Quem já viu os Black Drawing Chalks ao vivo sabe a pegada da banda, e quem já me viu nos Forgotten Boys (que foi onde aprendi a fazer e fiz do jeito que quis 80% do que sei) sabe qual é o esquema… o importante seria captar “isso”.

A princípio, o que eu (prepotentemente) queria, e cheguei a sugerir à banda, era gravar um disco deles, produzindo e tirando um som “Album Branco” deles… totalmente o contrário do que se espera dos BDC. A banda, sabiamente, não achou uma boa idéia e sugeriu gravarmos 4 músicas de um projeto que não fosse nem eu, nem eles. Seria a gente, e eu ficaria encarregado de produzir, gravar e amarrar essa parada aqui no Costella. Topei na hora, óbvio.

Entre “Killer Dolphins” (sim, dos Simpsons) e “Love Bazucas“, escolhemos a sensualidade do segundo nome.

Eu apareci com Hug Me, e eles com Little Crazy (que se chamava Califórnia, provisoriamente). Então eles me mostraram Down on Me (que se chamava Perseguição, obviamente pelo clima). Outras duas que eles me mandaram eram fodas, mas ficaram de fora, pois queríamos algo diferente. Faltava uma… Chutei o balde e mostrei um funk que tenho sem letra faz uns 8 anos. Surpreendentemente eles gostaram da idéia e eu sempre quis gravar essa música. Depois da letra ficou Destroy This Little Boy. Ficou tudo assim:

Hug Me, letra minha e do Victor, e música minha.
Down On Me, letra e música dos BDC.
DestroyThis Little Boy, música minha, letra do Victor.
Little Crazy, música e letra dos BDC.

De tudo, o que mais achei bacana foi termos escolhido Little Crazy e Destroy. São duas músicas que mostram um outro lado bem diferente de ambos.

Enfim as gravações.

Não tínhamos muito tempo, 4 dias para compor, gravar e mixar tudo.

Microfonei a bateria de um jeito bem tradicional, ainda com a técnica de Glynn Johns para os Overheads. Me apossei dessa técnica para minha standard. Acabei adaptando ela para o jeito que eu quero, mas, ainda é ela. Passei os OH pelo meu humilde Really Nice Compressor (sim, esse é o nome dele), Ratio médio, ataque médio, release rápido. Eu só queria comprimir um pouquinho antes de entrar no computador. Caixa e bumbo totalmente chutados no Fatso usando compressão e saturação, e o resto bem normal. Caixa com a pele mais solta, e bumbo sem NADA dentro, para o som ficar “feio”. O que você ouve na mix é basicamente os OH mais um pouco de caixa e bumbo.

Para os tons, tenho achado útil simplesmente apagar da timeline tudo quando não estão sendo tocados… é feio fazer isso, mas, foda-se, eu faço e dá certo. Tenho achado melhor do que usar gates, por exemplo… mas, é claro, só faço um ou outro quando vejo a necessidade.

O que realmente tem de diferente nessa gravação (para mim), é que de uns tempos para cá encanei que o que deixa o som “orgânico” é a esteira da caixa vazando no microfones… isso é o que dá a cola, a sensação da coisa ser “de verdade”, “ao vivo”. Infelizmente, não tínhamos tempo para ensaiar e fazer ao vivo com tudo vazando em todos os microfones (como fiz com os Suéteres), mas, tive uma idéia…

Gravei as guitarras de um jeito tradicional, mas, em baixo do microfone para o som de sala, coloquei a caixa da bateria, justamente para o som da esteira “vazar” nele quando vibrasse pela guitarra sendo tocada. Achei que ficou lindo o resultado. Basta ouvir as intros de Little Crazy, Down On Me e Hug Me

Acho que essa idéia foi minha, não use sem autorização! :)

Tudo gravado rápido e sem dar muita bola para pequenos erros de execução ou tempo. Aliás, vários “pequenos erros” se tornaram boa parte dos arranjos das músicas. O baixos foram simplesmente gravados MUITO distorcidos com o Bass OverDrive da Boss. Para as vozes, captei também o som da sala, e usei ele atrasado na mix como um Delay sujo. Portanto, você não ouve um Reverb ou Delay que tenham sido artificiais, saiba disso. A única voz que foi totalmente limpa para a mix foi a de Little Crazy, mas, foi dobrada. Porque o John Lennon Brant Bjork fazem, a gente quis fazer também. E porque o pessoal de Los Angeles sabe que dá vontade de pegar onda quando ouvem um vocal dobrado. Minhas guitarras vão mixadas no meio, Victor na esquerda e Renato na direita. e o

Espero divulgar atualizando aqui mesmo nesse post, um link para você ouvir e baixar as músicas, e assistir a um making of de tudo. É isso!

Rock!"

Para baixar gratuitamente o EP "Love Bazukas" e começar o mês com o pé direito, ouvindo música de qualidade feita por brasileiros, é só clicar aqui.
Aliás, uma das perguntas que surgiram com esse lançamento, foi sobre a escrita de "Bazucas". Chuck chegou a postar no seu twitter:
"Então pessoal, eu não sei se é Bazucas ou Bazukas. Fica a polêmica."

Em breve, no Fish & Candy, eu postarei a resenha e o vídeo do making of do EP.


Por: Angélica Albuquerque

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Post Especial: Tudo Em "Família"


Spinnerette, Them Crooked Vultures, Nosfell: Os três álbuns são homônimos, foram lançados no mesmo ano (2009), contam com a participação de Alain Johannes e tem outras coisas em comum. Descubra-as!


Quando o Distillers (foto ao lado) acabou oficialmente em 2006, os fãs de Brody Dalle ficaram com a pergunta “E agora?!” durante algum tempo sem ser respondida. E o “medo” de que Brody realmente fosse se afastar de vez da música – ela chegou a cogitar aposentadoria, para se dedicar à família – crescia.

Então, em 2007, Dalle anunciou o seu novo (super)grupo, Spinnerette, que tem influências de Pailhead, Gunclub, Roky Erickson, My Bloody Valentine e Black Flag e que conta com dois line ups: um para estúdio e outro para shows.
O que chama mais atenção é o de estúdio, que é composto por - além de Brody Dalle, logicamente - Tony Bevilacqua (ex Distillers), Alain Johannes (ex What Is This?, ex Walk The Moon, Eleven, produtor, técnico de som, músico de apoio nas turnês de algumas bandas como Them Crooked Vultures, Queens of the Stone Age) e Jack Irons (ex What Is This?, ex Red Hot Chili Peppers, ex Walk The Moon, ex Pearl Jam, Eleven).

De todo modo, Brody disse que esse é um projeto dela: “Spinnerette não é uma banda. Sou eu e uns músicos com os quais eu quero trabalhar no momento.

No mesmo ano em que foi anunciada a sua estréia, a Spinnerette lançou uma faixa instrumental, “Case of the Swirls” - que foi escrita em um piano elétrico e transcrita para a guitarra por Johannes - e no começo de janeiro de 2008, uma mash up (com um pouco menos de um minuto de duração) - com todo o material até então que entraria para o EP e CD - apareceu no site e no myspace oficial da banda.

Mas isso não era suficiente para os fãs e o “gostinho de quero mais”, ainda continuava...

Então, no dia 8 de agosto de 2008 (“porque oito é o número da renovação”, como Brody explicou uma vez), foi anunciado no blog do myspace que os fãs agora poderiam ouvir uma canção inteira, através do site da banda. Essa música, que faria parte do EP, foi “Valium Knights”.

Também em agosto, Dalle participou do concerto-tributo à Natasha Shneider (Natasha Shneider Benefit Concert), onde apresentou pela primeira vez "Driving Song", junto com Queens of the Stone Age, banda liderada pelo seu marido, Josh Homme.

No dia 11 de dezembro de 2008, através do site oficial, a Spinnerette lançou um EP virtual, intitulado “Ghetto Love”, com as musicas: “Ghetto Love”, “Distorting a Code”, “Valium Knights” e “Bury My Heart”, tendo ainda adicionado “ao pacote”, um vídeo de “Ghetto Love” dirigido (pelo incrível e amigo da família Homme) Liam Lynch.




Depois de meses e meses de espera e alguns shows, o álbum completo, “Spinnerette” (gravado no estúdio de Brody Dalle e Josh Homme, o Pink Duck e com produção, engenharia e mixagem sob os cuidados de Alain Johannes - na foto) foi lançado em de junho de 2009.

O CD, que segundo Ms. Dalle, foi inspirado pelo nascimento de sua filha e pela morte do seu pai, contém duas faixas do EP “Ghetto Love” e mais onze inéditas.
Nele, Brody Dalle prova que é mais do que uma punk rock girl e que de fato sabe fazer música e sabe – mais do que tudo – usar e abusar da sua voz. Ele mostra também uma Brody mais madura e mais à vontade para tocar outros instrumentos (além de algumas guitarras, Brody também gravou alguns baixos, teclado e piano elétrico).

[Tenho que confessar que quando escutei o CD pela primeira vez, não consegui entendê-lo e levá-lo muito a sério. Melodicamente, ouvi muita influência de Eagles of Death Metal e Queens of the Stone Age (mais precisamente o CD "Lullabies to Paralyze", de 2005). Já na parte das letras – que Brody divide com Alain Johannes e esporadicamente, Tony Bevilacqua – consegui literalmente saber qual parte foi a que ela escreveu e qual parte foi a escrita por Alain. A primeira audição foi um tanto quanto estranha pra mim. Mas eu sabia que isso era só uma impressão e que nem sempre, a primeira é a que fica...]

Spinnerette


A faixa que foi escolhida para ser o primeiro single e a primeira música do CD, "Ghetto Love" - que também está no EP - mostra o encontro das águas do punk rock com o rock pop alternativo, visto em várias faixas da Spinnerette.
A melodia, que foi criada por Johannes e Dalle, contém apenas dois acordes e um baixo bem elaborado tocado por Brody.
"Ghetto Love", ao mesmo tempo em que é dançante, consegue ser agressiva.

"All Babes Are Wolves" é a mais empolgante do CD. Chega até a lembrar uma versão mais pop de "Coral Fang" com "Dismatle Me" (ambas do último CD dos Distillers). Também tem um dos baixos mais legais de todo o CD.

"Cupid" é uma excelente música. Com Jon Theodore (The Mars Volta) na bateria, a música ganha um brilho a mais e Brody Dalle prova que sua voz grave e rouca, também consegue alcançar tons agudos.

A inspiração de "Geeking" veio de uma canção de ninar que Dalle cantarolava para Camille, sua filha.
A música tem uma pegada bem “pop rock californiana” e não posso negar que a princípio, me lembrou alguma popzinha do Lenny Kravitz (sorry, Brody). Porém, ao decorrer, a música prova que tem sim potencial.

O segundo single da banda arrancou elogios da crítica e inclusive de David Letterman, quando a banda se apresentou no seu programa, em 2009. Com uma batida bem marcada nos versos (lembrando “pessoas marchando”), refrão dançante e “chiclete”, "Baptized By Fire" é, sem dúvida, uma das mais pops do álbum. (Particularmente, gostei muito da versão acústica também. Assista ao vídeo da versão acústica e ao vídeo da elogiada apresentação no Late Show With David Letterman, a seguir:)





"A Spectral Suspension" é uma das minhas favoritas, sem dúvida alguma. Os vocais da Brody – usados com sutileza nos versos e agressividade no refrão – acompanhando os acordes, tornam essa música a mais
"tensa" do CD. Só ouvindo para entender.

Sinceramente não entendi o motivo de
"Distorting a Code" ter entrado para o CD (talvez por ser a faixa favorita da Brody Dalle ou porque ela toca teclado e piano elétrico na música). "Distorting a Code" também estava presente no EP, porém, eu acho que as outras duas que ficaram de fora, "Valium Knights" e "Bury My Heart" são infinitamente melhores.
Portanto, de todas as músicas do CD, essa é a única que realmente não me encanta. Mesmo assim, há algo para ser destacado: A parte onde a letra é cantada invertida, fazendo jus ao título da música.

"Sex Bomb" é uma música que me deixa um pouco constrangida. Digo, ela é boa para dançar, é animada, mas me dá vergonha alheia por causa da letra e aqueles vocais que parecem até ter sido gravados pelo Mario Bros, me dão dor de cabeça e são engraçadíssimos. Se você for escutá-la com o intuito puro de se divertir, sem se ligar na letra e nesses "vocais bizonhos", ela funciona legal.

Nitidamente conseguimos captar que "Driving Song" (Dalle/Johannes), foi composta em homenagem às grandes perdas nas respectivas vidas de ambos: O falecimento de Peter Pucilowski (padrasto e "verdadeiro" pai de Brody) e Natasha Shneider (parceira de Alain). E mais uma vez ouvimos Brody tocando baixo, muito bem criado por sinal. Não há outras definições para essa música além de linda e emocionante.

Com uma letra debochada e escrachada,
"Rebellious Palpitations" prova que não é só mais uma música dançante encontrada no álbum e que é sim, a faixa mais divertida do CD.

Com basicamente os mesmos acordes de
"Sex Bomb" (durante os versos) e também com um apelo pop, "The Walking Dead" mesmo assim se mostra uma canção totalmente diferente da primeira citada aqui. Ela tem uma das mais belas performances de Brody Dalle nos vocais, que eu já ouvi. A doçura das guitarras rítmicas e solo mais o riff que Tony Bevilacqua faz nos refrões, tornam essa música muito sexy, charmosa e encantadora, do jeito que realmente Spinnerette é definida, segundo Brody Dalle.

"Impaler" (que foi inspirada em Vlad, o Empalador), é uma das músicas que nos faz lembrar de alguns projetos do Josh Homme, que inclusive, participa da música, tocando cig-fiddle (uma espécie de violino, feito com caixa de cigarro). A música é bem repetitiva, mas era essa mesmo a ideia inicial. Parecer com algo tipo um amontoado de chaves, como a própria Brody contou.

Com uma belíssima melodia, ritmo extasiante e letra contendo as seguintes frases "I am the ball, you are the chain. Together we are connected as one", "I do believe hell is on Earth" e "The devil's dance with God", "A Presciption For Mankind" (provavelmente a minha favorita), última faixa do CD e a primeira a ser gravada, é uma das mais interessantes e também é a mais intensa de todo o álbum.
Brody Dalle achou a combinação perfeita de vocais e acordes, sempre deixando exposto o contraste de calmaria com agressividade, fazendo com que toda a emoção da música e o seu sentimento na hora da gravação, pudessem realmente ser notados.
E quando você pensa que a música termina, ainda há mais para o final, onde Brody faz vocalizações dignas de um imenso
"WOW!".

No fim, como um todo, eu indico esse álbum de estréia da Spinnerette e acrescento que ele realmente se enquadra na definição da banda: "Há doçura, há ameaça".

Portanto, se você gosta do trabalho que Brody Dalle fez com Distillers (e/ou com Sourpuss, sua primeira banda formada na Austrália), porém torceu o nariz para a Spinnerette, dê mais uma chance para ela. Compreenda-a e ouça-a com carinho. Melhora a cada audição e se torna viciante!

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Outro CD que nos enche de expectativas, mas só melhora a cada vez que é posto para tocar, é o primeiro álbum do Them Crooked Vultures, gravado também no estúdio Pink Duck e lançado em novembro nos EUA, Europa e em dezembro no Brasil.

Até Brody Dalle dar pistas sobre esta união de John Paul Jones e Dave Grohl com Josh Homme, quase nada ou puramente nada se sabia sobre esse projeto envolvendo os três.

Dave Grohl foi o responsável pela formação da banda. Durante uma conversa com Josh Homme, ele havia contado sobre esse plano de criar uma banda com os dois mais John Paul Jones. Josh não tinha levado isso muito a serio, por mais que tivesse achado a idéia brilhante.
Então, durante a festa do aniversário de 40 anos (janeiro de 2009) de Dave, ele apresentou John ao Josh e vice versa e depois de uma conversa, voilá, a banda estava oficialmente criada.

Não vou negar que eu esperava um CD "mais além do que ouvi", porém, o conteúdo continua sendo bom e a sensação de estar ouvindo algo que merecia ter sido apresentado há tempos, persiste.

O que são aqueles riffs de baixo e guitarra? Aquelas levadas de bateria? O que falar das letras? E dos arranjos?

Sem deixar de mencionar que além do trio Dave Grohl, John Paul Jones e Josh Homme, o registro também conta com a participação de Alain Johannes (que pode até ser considerado um membro da banda também). Ele gravou as faixas "Dead end friends", "Reptiles", "Interlude with Ludes", também fez alguns backing vocals e participa das turnês.

Por essas razões que o primeiro álbum do Them Croocked Vultures merece ser ouvido com todo o respeito e sendo assim, não vou me alongar muito em comentários sobre ele, até porque esse registro os dispensa.


Them Croocked Vultures

"No One Loves Me & Neither Do I", que primeiramente foi lançada como um teaser, dispensa longos comentários. É simples, direta, porém na metade da canção, eles adicionaram um dos riffs mais geniais que já ouvi e assim vai seguindo até a música terminar.

"Mind Eraser, No Chaser" é uma daquelas bem Foo Fighters. Inclusive, Dave Grohl tem uma notável participação nos vocais do refrão.

"Dead End Friends" me lembrou demais alguns trabalhos feitos pelo John Reis no Rocket From The Crypt. E garanto que se você ouvi-la, pensará a mesma coisa que eu.

"Elephants", pode-se dizer que é a mais ovacionada pelos fãs de Them Croocked Vultures. Talvez seja pelo fato de ela mostrar realmente o que o trio é capaz de fazer.

"Scumbag Blues" é uma das minhas favoritas. É bem rock’n’roll old school. Já "Interlude With Ludes", me lembrou algumas coisas feitas pelo Josh Homme em um dos seus projetos, o Desert Sessions. É algo bem "viagem" mesmo.

Como um todo, ao mesmo tempo em que o álbum consegue ser bem rock’n’roll; old school, ele se mostra também moderno em algumas faixas como
"Gunman".
Veja um vídeo dessa música, feito pelo Liam Lynch (que além de já ter sido citado aqui por ter trabalhado com a Spinnerette, fez a artwork e todo o design gráfico do CD de estréia do trio):




Enfim, "Them Croocked Vultures" é um álbum que não pode faltar na sua listinha "tenho que ouvir".

Abaixo, a primeira parte de outro vídeo dirigido por Liam Lynch (e produzido pelo trio), explicando melhor como a banda surgiu:




E aqui, "Elephants" ao vivo:



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Nosfell nasceu em Saint-Ouen, França e é um dos artistas mais interessantes da atualidade.
Além de usar o seu nome próprio, no palco ele também aderiu ao nome Labyala Fela Da Jawid Fel, que significa "aquele que caminha e cura".

Nosfell (porque é muito mais fácil chamá-lo assim) também criou o seu próprio mundo imaginário, que contém toda a alegria do escapismo, chamado Klokochazia e também o seu próprio idioma, "Klokobetz", que inclusive, é cantado em seus álbuns que também contam com os idiomas inglês e francês.

Ele estudou linguagens asiáticas, mas se tornou famoso como um performer e um músico de cabaré, que anos depois, passou a tocar em importantes lugares e abrir shows de bandas como Pixies e Red Hot Chili Peppers.

Suas influências vêm do blues, folk, funk, música africana e até mesmo beatbox e scat (uma improvisação vocal com vocábulos aleatórios e sílabas sem sentido ou sem palavras, muito utilizada no jazz).

Em 2009, Nosfell lançou o seu terceiro e mais recente álbum (homônimo) de estúdio e para acompanhá-lo, o livro "Le Lac aux Velies", escrito por ele e Ludovic Debeurme, para elaborar as histórias que ele narra no palco.

Além de um EP, um álbum ao vivo, três álbuns de estúdio e um livro, Nosfell também lançou em 2006 um DVD intitulado "Oklamindalofan", que foi gravado em Bruxelas, em dezembro de 2005.

Eu destaco nesse CD – que contém treze faixas - além do poder da voz do Nosfell, dos riffs incríveis, das melodias brilhantes e dos arranjos para ninguém colocar defeito, as músicas: "Lūgina", "Sūbilūtil", "Arimlisliilem", "Sūanij...", "...Jüsila", "Bargain Healers" e "La Romance Des Cruels".

Nosfell


O álbum recebe uma intro de beatbox, que é seguida pela voz doce e angelical de Nosfell e sem que você espere, entra uma porrada para então todos os instrumentos começarem. Ao decorrer dela (
"Lūgina") – que se baseia em pop rock alternativo - é possível notar - além de beatbox – o uso de violoncelo, violino e até mesmo um quê de samba e rap, no estilo Beastie Boys.

Na faixa seguinte, "Sūbilūtil", Nosfell usa a sua voz em duas camadas: Uma mais grave e outra mais fina. Os riffs são incríveis e apesar de ser "animadinha", o final é sereno.

"Arimlisliilem" é a mais bonita do CD. Como uma introdução lindíssima feita por violoncelo, acompanhada depois por uma guitarra que utiliza um timbre suave (lembrando até mesmo uma cítara), Nosfell, em seguida, insere docemente a sua voz na música. No final ela termina em um clima de suspense.

Não é preciso entender rigidamente o que Nosfell fala em suas músicas (até porque é impossível decifrar tudo), mas qualquer um consegue notar que "Sūanij..." e "...Jüsila" estão ligadas entre si. A primeira é acústica, calma e serena. Mas assim como as reticências encontradas no título, nos leva a entender que há mais pela frente. Então, em
"...Jüsila", a música encorpora mais ritmos, insturmentos e melodicamente, passa pelo rock alternativo e até mesmo pelo punk. O arranjo feito para o final da música, é impecável e merece destaque.

"Bargain Healers" é introduzida por Nosfell e depois conta com a participação do casal Brody Dalle e Josh Homme. Inclusive, essa música me lembrou bem algumas coisas "à lá" Josh Homme: Não sei se é pela melodia, pelos solos ou pelo timbre da guitarra. Creio que por conta disso, Alain Johannes (que além de pruduzir e mixar, também toca guitarra, baixo, cig fiddle e marxophone no CD) talvez tenha sugerido essa participação na música.

Além do casal Homme, o álbum também conta com outra ilustre participação: Daniel Darc (conterrâneo de Nosfell e tão excêntrico quanto ele), aparece na faixa
"La Romance Des Cruels", que é bem folkzinha.

Se você curte algo na linha de The Mars Volta, Björk e Nine Inch Nails, não pode deixar de ouvir Nosfell. E nada melhor do que começar pelo álbum que talvez seja o trabalho mais especial feito por ele, até o presente momento.

Confira uma versão acústica de
"Lūgina", música que abre com chave de ouro esse CD do Nosfell:



E "Bargain Healers", sem Josh Homme e Brody Dalle:




Por: Angélica Albuquerque